Ter um plano de saúde é essencial para garantir o acesso a serviços médicos e hospitalares de qualidade. No entanto, é comum que, anualmente, os usuários se deparem com reajuste nas mensalidades. Nesse post, vamos explicar o que é o reajuste dos planos de saúde e quais são seus principais impactos na vida dos beneficiários, assim como evitá-los.
O reajuste dos planos de saúde é uma prática comum e regulamentada, que visa garantir a sustentabilidade do setor e a qualidade dos serviços oferecidos. Embora possa impactar no orçamento dos beneficiários, é possível lidar com o reajuste por meio de um planejamento financeiro adequado, pesquisa de opções no mercado e uso consciente do plano. Afinal, cuidar da saúde é fundamental, e poder contar com um plano de saúde que atenda às suas necessidades é um investimento valioso para o bem-estar e a tranquilidade.
O que é o reajuste anual dos planos de saúde?
O reajuste anual dos planos de saúde é um mecanismo utilizado pelas operadoras para adequar os valores das mensalidades aos custos médicos, administrativos e inflacionários do setor. Essa prática é regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e tem como objetivo garantir o equilíbrio do sistema e a qualidade dos serviços prestados.
Na prática, é a atualização dos valores das mensalidades dos planos frente à variação dos custos da prestação do serviço. Os reajustes são necessários para que as mensalidades acompanhem as variações no preço e na quantidade dos procedimentos realizados. Ele garante harmonia na relação contratual, possibilitando a continuidade da cobertura ao longo do tempo.
Como o reajuste é calculado?
O cálculo é realizado levando em consideração diversos fatores. A ANS estabelece critérios específicos para cada tipo de contrato, como individual/familiar, coletivo empresarial e coletivo por adesão. Sendo que existem três tipos de reajustes autorizados pela ANS:
Reajuste anual: previsto no contrato, aplicado uma vez por ano, no mês de aniversário do contratante do plano de saúde.
Reajuste por faixa etária: ocorre de acordo com a variação da idade do usuário do plano de saúde.
Reajuste por sinistralidade: também chamado de atuarial, que ocorre quando a empresa alega que os consumidores usaram o plano mais do que o previsto, gerando um desequilíbrio econômico para a operadora.
Para os planos individuais ou familiares, a ANS define um índice máximo de reajuste que pode ser aplicado pelas operadoras. Esse índice é baseado na variação dos custos médico hospitalares, no índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) e em outros elementos definidos pela agência reguladora. Já nos planos coletivos, o reajuste não é tabelado pela ANS, e as negociações são feitas entre as operadoras e as empresas contratantes. Nesse caso, o aumento pode variar de acordo com a sinistralidade do grupo e outros fatores acordados contratualmente.
Impactos do reajuste anual:
O reajuste anual é fundamental para garantir o equilíbrio financeiro das operadoras de planos de saúde. Os custos com a assistência médica e hospitalar estão em constante aumento, e o reajuste permite que as operadoras possam arcar com esses gastos e manter a qualidade dos serviços oferecidos.
Mas, para os beneficiários, o aumento das mensalidades causa um impacto no orçamento, que muitas vezes é negativo, principalmente em momentos de instabilidade econômica.
O reajuste anual contribui para a manutenção da cobertura e da rede credenciada dos planos de saúde. Com os custos em ascensão, as operadoras precisam ajustar as mensalidades para garantir a continuidade do atendimento médico-hospitalar, a ampliação da rede de profissionais e a disponibilidade de tecnologias avançadas.
Como evitar o reajuste anual?
Para lidar com o reajuste anual dos planos de saúde, é importante adotar algumas medidas:
Uso consciente do plano: a forma como você utiliza os serviços impacta diretamente no custeio e o desempenho das despesas assistenciais. Dessa forma, use o plano apenas quando necessário. O abuso eleva o custo da assistência.
Planejamento financeiro: é um pensamento fundamental, inclua o reajuste das mensalidades em seu planejamento financeiro anual, de modo a sempre estar preparado para qualquer aumento dos valores.
Comparação de planos: pesquise e compare diferentes planos de saúde no mercado, levando em consideração a relação entre custo e benefício. Em alguns casos, pode ser vantajoso migrar para um plano com preços mais acessíveis.
Negociação: caso o reajuste seja muito alto, é possível entrar em contato com a operadora e tentar uma negociação do valor. Algumas vezes, é possível obter descontos ou condições especiais.
Em resumo, evitar o reajuste dos planos de saúde pode parecer uma tarefa desafiadora, mas adotando essas medidas podemos minimizar o efeito desses aumentos. Embora seja difícil evitar completamente os reajustes dos planos de saúde, ao seguir essas estratégias, você estará mais preparado para lidar com os impactos financeiros e garantirá o acesso a um serviço essencial para o cuidado da sua saúde.
Por Cecília Matos | RK2 Seguros